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Chineses que eram explorados em obra estavam com salários atrasados 02/12/2015
O comerciante de 43 anos, responsável pela contratação de seis operários chineses que foram encontrados trabalhando em situação degradante na última terça-feira no centro de Franca, prestou depoimento por mais de 8 horas na sede da Polícia Federal. 

O homem que possui um restaurante e esta construindo um novo estabelecimento, explicou a respeito das denuncias de um possível trabalho escravo que estia sendo praticado na obra na Rua Doutor Júlio Cardoso. 

O comerciante e os seis funcionários foram levados a sede da Polícia Federal no final da tarde de ontem, depois de prestarem esclarecimentos no Ministério do Trabalho. A Polícia Civil, através do 1º distrito, recebeu as denuncias de que os chineses estariam trabalhando e vivendo em condições sub humanas no interior da obra. 

Pelo local, o delegado Pedro Luis Dalacqua confirmou que os operários, não falavam português e dormiam em colchões improvisados. O prédio possuía uma banheiro improvisado e a cozinha funcionava de forma precária, sem o mínimo de condições de higiene. 

Além disso, os trabalhadores que realizavam as obras não usavam nenhum equipamento de segurança. Após serem levados a sede do Ministério do Trabalho, os operários foram conduzidos a Polícia Federal de Ribeirão Preto, onde um interprete ajudou no depoimento. Ficou comprovado que os operários estão morando no Brasil a dois anos e vieram a Franca no mês de outubro do ano passado. 

O comerciante responsável pela obra, afirmou que contratou os operários chineses através de um intermediador, que trouxe os funcionários de São Paulo. A respeito das condições em que os trabalhadores estavam vivendo, o comerciante ressaltou que desconhecia a irregularidade, uma vez que na China, é comum, os funcionários morarem nas obras para economizar o dinheiro que recebem. 

Pagamentos atrasados 

Durante os depoimentos na PF, ficou comprovado também que os funcionários estavam com salários atrasados. O comerciante acionou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), e se comprometeu a regularizar a situação dos operários. Agora, os funcionários terão que ser hospedados em um hotel e não mais poderão morar na obra, além disso, os salários atrasados devem ser pagos e o comerciante foi multado a pagar R$ 5 mil a cada funcionário. 

Outra multa aplicado pela justiça foi no valor de R$ 10 mil, pela constatações das irregularidades. 

Obra parada 
Mesmo com o esclarecimento e os depoimentos prestados durante grande parte da terça-feira, a obra de construção do restaurante no centro foi embargada pela justiça. O local não possuía condições de segurança aos trabalhadores. O comerciante foi liberado e os operários chineses ficaram em Ribeirão Preto, onde a PF busca saber se eles estão em situação regular no Brasil. 

FONTE: francanoticias.com.br

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