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Trabalho escravo: Chineses são encontrados em obra no centro de Franca 02/12/2015
Chineses são encontrados trabalhando exaustivamente em obra no centro
 
A Polícia civil e o Ministério Público localizaram seis homens trabalhando vivendo de forma irregular no centro de Franca. Os trabalhadores que viviam em forma alusiva a escravidão, eram obrigados a exercer cargas horárias excessivas e a morar de forma degradante.
 
No local onde estavam os seis indivíduos, todos chineses, não possuía quartos adequados, a cozinha era improvisava e o banheiro totalmente sem as mínimas condições de higiene, com um vaso sanitário improvisado.
 
Ao tomarem conhecimento da denuncia, o delegado Pedro Luis Dalacqua do 1º Distrito Policial e investigadores estiveram na obra, localizada na Rua doutor Júlio Cardoso no centro.
 
Ao chegarem na obra de construção de um restaurante, os policiais localizaram os chineses, que sem saber nenhum palavra em português, não conseguiram se expressar e dizer a quanto tempo estariam vivendo no local.
 
Em vistoria na obra, o delegado Pedro Dalacqua, encontrou os cômodos que os operários usavam como quartos. Os locais sem pisos, possuíam apenas alguns colchonetes que os funcionários dormiam.
 
Na cozinha improvisada, foram vistos panelas com restos de alimentos e nenhuma condição de higiene para o prepara e o armazenamento de alimentos. O banheiro seguia a mesma situação, um vaso sanitário improvisado, sem ligação externa de esgoto e sem nenhuma privacidade para os operários.
 
Além disso, a obra não possuía condições de segurança, sendo que uma escada , quase toda quebrada, era a única ligação da parte térrea com o andar superior da construção. Os funcionários não dispunham de equipamentos de segurança, como roupas, luvas e capacetes, exigidos na construção civil.
 
Diante da dificuldade de comunicação com os operários, o delegado Pedro Dalacqua e representantes do Ministério Público, providenciaram a retirada dos operários da obra e os conduziram a sede do Ministério, onde um interprete foi chamado para colher informações e dados dos chineses. As investigações buscam saber quando e como os funcionários chegaram ao Brasil.
 
“Para nós, da Polícia Civil não há duvidas de que os funcionários estavam em regime de escravidão, eles iniciaram os trabalhos ainda na madrugada e só pararam à noite”, disse o delegado Dalacqua.
 
O contratante
 
A Polícia Civil identificou o responsável pela contratação dos chilenos, um comerciante de 43, também chileno, foi localizado e levado a delegacia para prestar depoimentos. A obra onde foram encontrados os operários em regime de escravidão seria a nova sede do restaurante especializado em comida oriental.
 
O comerciante também foi levado ao Ministério do Trabalho e no final da tarde, ele e os operários foram levados para a sede da Polícia Federal, em Ribeirão Preto. Ao tomarem conhecimento do caso, policiais federais estiveram na cidade e decidiram assumir as investigações.
 
Se for preso, o comerciante poderá pegar de 2 a 8 anos de reclusão, o crime é enquadrado no artigo 149 do código penal. O crime é inafiançável.
 
FONTE: francanoticias.com.br

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