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Acusado de arrastar jovem até a morte é condenado a 24 anos de prisão 29/06/2016
O empresário acusado de ter assassinado a jovem francana Selma Heloisa Artigas da Silva foi condenado a 24 anos de prisão. O julgamento aconteceu ontem e só terminou por volta das 22 horas. Com quinze minutos de atraso, teve inicio na manhã desta quarta-feira (29) o julgamento do empresário de Ribeirão Preto acusado de ter arrastado até a morte a jovem Selma Heloisa Artigas. O crime aconteceu a 18 anos. 

O empresário chegou ao Fórum de Ribeirão Preto acompanhado de advogados e entrou pela porta da frente. A mãe de Selma, acompanhada de uma filha preferiu entrar no Fórum pela portas dos fundos. O empresário foi direto para o banco dos réus, onde presenciou o depoimento de cinco testemunhas, três de acusação e duas de defesa. O depoimento do empresário foi o mais aguardado e durante o tempo em que prestou sua versão, o empresário repetiu o que havia dito em audiências anteriores. 

Segundo ele, no dia em que Selma morreu, ele encontrou com a garota de programa no interior de uma boate e saíram juntos no carro dele. Durante o trajeto, teria acontecido uma discussão e o empresário mandou que Selma descesse do carro. A partir daí, o acusado de ter arrastado a jovem afirmou que não viu que o braço de Selma havia se enroscado no cinto e só percebeu o que aconteceu ao parar o carro para trocar um pneu. Neste momento, segundo ele, muito abalado, ele soltou o braço da garota e foi embora, sendo depois localizado. 

No depoimento, o empresário afirmou que Selma desceu do carro próximo a Avenida Caramuru, a acusação porem apresentou peças de roupa da garota que foram recolhidas em duas avenidas distantes do local onde o corpo foi encontrado, o que aumentou a denuncia de que a garota foi arrastada até a morte por mais de dois quilômetros. 

A família 

A mãe de Selma não quis falar com a imprensa mais escreveu uma carta onde disse que “Nada irá trazer sua filha de volta, mas  a condenação do réu deve aplacar, com certeza, um pouco da dor da família”. 

Já passava das 19h30 quando os advogados de defesa e acusação iniciaram suas considerações finais. Por volta das 22hs, os sete jurados chegaram a uma conclusão e condenaram o réu a 24 anos de prisão a serem cumpridos inicialmente em regime fechado, sem direito a recorrer da sentença em liberdade. Por decisão do juiz Giovani Augusto Serra Azul Guimarães, ele deixou o plenário direto para a prisão.

FONTE: francanoticias.com.br

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