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Estupro de mãe e filha é mentira 10/06/2016
A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) continua nas investigações sobre o caso de estupro denunciado por uma jovem de 28 anos que afirmou que na semana passada, ela e a filha de três meses foram agredidas sexualmente por dois homens. 

Em um novo depoimento na tarde de ontem na delegacia, a mulher apresentou contradições em sua versão inicial o que despertou suspeitas quanto a verdade dos fatos. Na primeira versão apresentada, a mulher afirmou que estava a caminho da delegacia para prestar depoimentos e foi agarrada por dois homens que afirmou serem amigos de seu ex- marido. 

A jovem relatou que foi levado em uma Kombi até um matagal onde ela foi estuprada e um dos agressores chegou a fazer caricia na parte genital de sua filha de três meses. A mulher afirmou ainda que no momento em que estava sendo agredida sexualmente, sua filha que ficou no banco do veículo chegou a cair o que provocou uma lesão na cabeça da criança. 

Logo que recebeu a denuncia, a delegada Graciela Ambrósio da DDM e os investigadores da delegacia especializada passaram a procurar os suspeitos e conseguiram chegar aos supostos agressores. Ouvidos em depoimento nesta semana, os dois homens negaram qualquer participação no crime. 

Outra suspeita da veracidade da denuncia veio através de exames realizados na jovem. Segundo a polícia, não ficou constatada nenhuma agressão sexual contra a mulher. Diante de tantas suspeitas a jovem foi novamente chamada a prestar depoimentos e acabou mudando sua versão dos fatos. 

Segundo a delegada Graciela, em um novo depoimento a mulher afirmou que pegou carona com um desconhecido que a levou até um terreno nos fundos do Hospital do Coração onde cometeu o crime sexual, mas a versão novamente foi desmentida. Em uma nova conversa com a delegada, a jovem acabou confirmando que as lesões na criança não foram causadas por estranhos e sim por um descuido dela que deixou a criança cair no chão. 

A mulher relatou que tomou a decisão de apresentar a versão de agressão contra a filha para evitar perder a guarda da criança, o que já aconteceu com outros dois filhos de relacionamentos anteriores. Segundo a mulher, ela perdeu o direito de ficar com os filhos devido a relacionamentos conturbados. 

A jovem que já conta com acompanhamento de psicólogos da APAE deverá ser novamente encaminhada para exames psiquiátricos. Em relação ao inquérito, a delegada afirmou que deverá encerrar o caso nos próximos dias, logo de pois de constatar que o caso não apresenta nenhuma verdade. 

FONTE: francanoticias.com.br

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