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Prefeito de Miguelópolis é preso em operação contra fraude em licitações 19/04/2016
O prefeito de Miguelópolis Juliano Mendonça Jorge (PRB) foi preso na manhã desta terça-feira (19), durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) contra fraudes em licitações.Segundo o Ministéro Público (MP), além de Jorge, outras 12 pessoas, entre empresários, funcionários e ex-funcionários do departamento de licitações da Prefeitura também foram detidos durante a operação.

De acordo com o promotor Paulo Radunz, do Gaeco de Franca (SP), os suspeitos fraudaram licitações em diversos setores em um esquema de superfaturamento. "Fraude em todo tipo de licitação de vendas indentificada em um investigação de mais de um ano", disse. 

Operação

O prefeito foi preso em casa, por volta das 6h30, e os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão dentro da Prefeitura, que ficou fechada pela manhã. Apenas funcionários que poderiam auxiliar na entrega dos documentos foram autorizados a entrar no prédio. Segundo o MP, as investigações se concentram exclusivamente na Prefeitura de Miguelópolis, mas a operação também faz buscas e apreensões em Ribeirão Preto (SP), Bebedouro (SP), Guaíra (SP) e São José do Rio Preto (SP).

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Miguelópolis informou que aguarda informações mais detalhadas do MP para dar explicações sobre a prisão do prefeito da cidade. A administração adiantou, entretanto, que colabora com as investigações. "Os documentos já estão em posse do MP para o andamento da investigação, pois, antes de ir prestar seu depoimento, o Prefeito Juliano Mendonça deu ordens explícitas para que todos os funcionários colaborassem com os investigadores", diz nota.

A assessoria de imprensa afirmou também que a atuação do prefeito Juliano Mendonça Jorge sempre foi "transparente". "A atual gestão é reconhecidamente transparente e trabalha para que os verdadeiros culpados sejam responsabilizados, caso as acusações sejam comprovadas".

Em outubro do ano passado, a Justiça bloqueou os bens do prefeito Juliano Mendonça Jorge, de quatro funcionários públicos e de uma empresa, acusados de fraude em uma licitação realizada em 2013 para locação de caminhões e tratores usados na coleta de entulhos. Segundo o MP, além de uma servidora municipal constar como sócia da firma vencedora, tanto a proposta da escolhida quanto da concorrente tinham objeto social “estranho” ao serviço que seria prestado.

No processo, a Promotoria pediu, em caráter liminar, a indisponibilidade de bens dos envolvidos em até R$ 1 milhão, além da quebra do sigilo bancário.
FONTE: francanoticias.com.br

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