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Mulher era mantida em carcere privado pelo marido 16/03/2016
Uma mulher de 47 anos foi localizada vivendo em uma situação sub-humana no interior de uma casa na Rua Minas Gerais na Vila Aparecida. A vítima é deficiente auditiva e vinha sendo mantida em cárcere privado pelo próprio marido. No interior da residência não foi localizado nenhum alimento, o fogão e o chuveiro estava quebrado e as condições de higiene do imóvel eram precárias. 

A denuncia sobre a situação da mulher foi denunciada por ela mesma através de uma mensagem celular a uma professora de Libras, que ministrava aulas para a mulher até o final do ano passado. Segundo a professora, a aluna de 47 anos mandou mensagens pedindo ajuda, ela conseguiu entender o pedido de socorro e procurou a polícia na noite de terça-feira. Ao chegarem na casa da vítima, o marido dela que também é surdo e mudo, havia trancado o portão da residência com cadeados e arrancado a campainha. Os Pms arrombaram o portão e localizaram a mulher no interior da casa. 

A principio, com medo do marido, a mulher chegou a negar as agressões, a ocorrência contou com o apoio da professora que teve uma função de interpretar a linguagem por sinais. Assim que os policiais separaram o casal, a mulher começou a chorar e relatou o terror que estava vivendo. O marido, enciumado por ela estar interessada em aprender a ler e a escrever, a proibiu de sair de casa, arrancou o chuveiro, impedindo que a esposa tomasse banho e quebrou o fogão. A moradora só se alimentava de pão e água. E demonstrava estar muito fraca. As denuncias continuaram e a vítima ainda relatou que vinha sendo obrigada a manter relações sexuais com o marido, sem o sem consentimento, o que caracteriza o crime de estupro. Além de ser constantemente agredida.

Diante da situação e da afirmação da mulher, o marido dela, de 57 anos recebeu voz de prisão e foi levado ao Plantão Policial. Após ser indiciado, ele foi recolhido a cadeia. A mulher acompanhou o registro da ocorrência e foi levada para a casa pela professora de libras. A Assistência Social da prefeitura de Franca deverá acompanhar o caso e dar auxilio a vítima. Vizinhos da moradora da Vila Aparecida disseram que não viam o casal a algum tempo. O casal mora junto a aproximadamente 10 anos

FONTE: francanoticias.com.br

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